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Tatiane de Oliveira Tatiane de Oliveira

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Uma Prece por Isabella e por todos nós

Ó pequenina Isabella, onde no Mundo Espiritual estiver, receba as nossas vibrações de Paz e o pedido de perdão. Que o seu Espírito seja, por Almas bondosas, muito bem conduzido. O drama pelo qual Você passou é também um brado às consciências quanto aos inúmeros casos semelhantes ao seu e que, por vezes, seguem impunes pelo mundo. Isabella, que, na dor, seu sofrimento seja a bandeira de libertação de tantos que padecem por torturas iguais. Do contrário, de pouco terá adiantado a massificação midiática do criminoso episódio que interrompeu sua vida e das conseqüências dele advindas. Que tudo isso se torne um clamor incessante contra a violência que saiu das ruas e invadiu os lares. Que a pedofilia, o infanticídio, a agressão à mulher e aos idosos, os assassinatos, enfim, a criminalidade que a cada dia é vista por alguns, no Brasil e no exterior, como “notícia comum” encontre um basta. A indignação geral sobre o ocorrido precisa converter-se de fato em eficientes ações preventivas, senão reassistiremos a tudo, com diferentes nomes, endereços e motivos. Aliás, o que vergonhosamente persiste, apesar dos esforços de pessoas determinadas, que não desistem. Isabella, peço-lhe permissão para, nesta página, fazer uso da Prece, como lenitivo ao seu Espírito e inspiração a todos nós na Terra. São modestas palavras que elevei a Jesus, o Cristo Ecumênico, em Santa Maria do Arnoso, Portugal. A propósito, por estes dias, uma criança conhecida minha, também com 5 anos, no seu linguajar simples, falou-me nestes termos: “A oração é a única força do Espírito encarnado. Ela protege a Terra. Pela Prece vem o poder da cura!” Ora, se isso hoje não for prático para a sensibilidade humana, então, ad nauseam, feche-se o Planeta para balanço. Aos Pés de Jesus Jesus, és a Misericórdia dos que padecem, Providência dos sofredores e aflitos. Ó Sublime Educador, Mestre da Serenidade Infinita, espelho de toda a Generosidade, Sustentação Divina de nossa Fé, em Quem permanentemente depositamos a confiança! Nós Te amamos! Jesus, és o Maior e o Melhor dos Amigos, Decifrador de todos os mistérios e das Equações do Universo Infinito. Ó Senhor! Conduze-nos, por Tuas Seguras Mãos, pelos Iluminados Caminhos que só Tu conheces, rumo ao destino que ergueste para nós. Em Ti confiamos sempre, Companheiro Fiel dos que, neste e no outro mundo, dedicam-se sem cessar pela concretização do Teu Reino, conforme anunciaste em Amor, Espírito e Vida. Sabemos que – de acordo com as Tuas Palavras, no Evangelho e no Apocalipse – apenas aguardas de nós a pertinácia na Fé e o inderrotável esforço no trabalho. Quem em Ti realmente crê não perde o seu tempo. Fidelissimamente, em Ti confiamos. Humildemente ajoelhados, elevamos aos Teus Pés esta promessa em forma de oração. Recebe, Senhor, a nossa comovida súplica. E, nesta hora pesarosa, pedimos a Tua Justiça pela Alma da pequena Isabella, e que a nossa Prece tenha chegado ao coração dessa sofrida criança. Amor versus impunidade Para finalizar, acho oportuno, nesta ocasião, compartilhar com Vocês alguns pontos de “Reflexões da Alma”: Creio no Amor Universal, que impulsiona a civilização à sobrevivência. A Humanidade tem sido obstinada na decisão (muitas vezes inconsciente) de subsistir, a despeito das incontáveis armadilhas que lhe são montadas existência afora. Trata-se da paixão natural dos povos pela vida. Eis a minha convicção mais arraigada, cujo desejo mais profundo é viver pacificamente com todas as criaturas. O meu ideal ecumênico preconiza a irmanação de todos os Seres Humanos e Espirituais, já que os mortos continuam vivos e por sermos criação de um Deus único, eternamente operante. O Novo Mandamento do Cristo é a Lei de Solidariedade planetária, ainda pouco conhecida e muito menos vivida. Mas um dia virá a ser, por força do Amor ou por intervenção da Dor: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos. (...) Não há maior Amor do que doar a sua própria Vida pelos seus amigos”. (Evangelho de Jesus, segundo João, 13:34 e 35; 15:12 e 13) (.) Alguém pode questionar: “Como o senhor fala em coisas tão belas, embora abstratas, em um mundo violentamente adverso a essa espécie de pensamento?!” Meus amigos, esta é justamente a hora de dizê-las! Vou explicar-lhes minha posição com um trecho do discurso que proferi, em 1982, ao povo que me honrava com sua presença durante o Congresso da Boa Vontade, em Goiânia/GO: “Falar de entendimento quando todos se compreendem; de Solidariedade quando ela é vivência comum entre os seres da Terra; de Paz, na paz; de gentileza, numa sociedade gentil; ou do significado do sorriso onde as pessoas proclamam e exercem a Fraternidade; que valor teria?” (.) Contudo, faço sempre questão de lembrar Confúcio (551-479 a.C.): “Paga-se a Bondade com a Bondade, e o mal com a Justiça”. Exato. Amor e impunidade não combinam. (*) José de Paiva Netto ? Jornalista, radialista e escritor. paivanetto@uol.com.br Fonte : Tribuna do Brasil

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Última modificação: 10:27 02-05-2008

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