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Somos um

Autor:José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade

Somos um

Na Seara da Boa Vontade, cultivamos a parte divina que existe em todos os indivíduos, esperando ser despertada para tornar-se eficaz no roteiro de sua própria evolução. Por isso, pregamos o Ecumenismo dos Senti¬mentos Fraternos, que a tudo transcende, daqueles que anseiam unir se na construção de um futuro feliz. Um dia, a Ciência chegará à compreensão definitiva daquilo que já percebem os místicos universalistas: “Somos um”. Somos um para manter a sobrevivência deste maltratado planeta. Somos um para que a água não fique irremediavelmente poluída. Somos um para que, juntos, possamos pelos meios científicos descobrir a cura de enfermidades tidas como erradicadas, mas que estão ressurgindo, e para as novas que se manifestam, descabelando muita gente e fazendo populações inteiras padecer. Somos um, porquanto temos de, mesmo que medianamente inteligentes, por mais humildes e simples que sejamos, entender que só dispomos de uma única morada: a Terra. Somos um, também, para que os animais do oceano — como se encontra descrito no Segundo Flagelo do Apocalipse de Jesus, 16:3 — não se tornem extintos: “Derramou o segundo Anjo a sua taça no mar, e este se tornou em sangue como de um cadáver, e morreu todo ser vivente que havia no mar”.

Ameaça à vida marinha — Aliás, em matéria do site português Jornalismo Porto Net, de 18/7/2005, uma alarmante notícia já sinalizava a veracidade das profecias do último livro do Cânone Sagrado: “O aumento da acidez nos mares, por causa do efeito de estufa, poderá pôr em risco toda a vida marinha daqui a 100 anos (...), adverte um estudo da Royal Academy. ‘Se continuar a aumentar o CO2 proveniente de atividades humanas, os oceanos ficarão tão ácidos em 2100 que poderão ameaçar a vida marinha de uma maneira que não podemos antecipar’, escreveu Ken Caldeira, do Lawrence Livermore Laboratory (Califórnia), co-autor do relatório”.

Água contaminada — Ainda sobre o assunto, em nota publicada pelo portal G1, em 26 de outubro, estampa-se a contaminação da água nas belas praias da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Mancha de 8 km2 apareceu pela reprodução descomedida de cianobactérias nas lagoas de Jacarepaguá. Segundo o biólogo Mário Moscatelli, citado na reportagem, “as cianobactérias se reproduzem porque muito esgoto é lançado nas lagoas de Jacarepaguá, e o ambiente se torna ideal para isso”. E acrescenta: “Quando em contato com a pele, as bactérias podem causar coceiras e, se ingeridas, podem causar hepatite ou até mesmo, em casos mais graves, câncer de fígado”.

Gerenciamento costeiro — Li, porém, com satisfação, na página da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná (www.sema.pr.gov.br), que em 2008 o Estado passará a contar com um manual de metodologia de controle do gerenciamento costeiro em seu litoral. O Secretário Rasca Rodrigues informa: “Será implantado um sistema de monitoramento ambiental na região costeira paranaense utilizando como referência a experiência japonesa, até mesmo padronizando alguns procedimentos entre Paraná e Hyogo. O sistema é baseado em três fatores essenciais ao gerenciamento costeiro: a qualidade da água, os recursos pesqueiros e a manutenção de ecossistemas ribeirinhos”.

Esforços conjuntos como esses nos dão a esperança de que ainda possamos salvar nosso planeta. O Evangelho claramente recomenda: “Orai e vigiai”, ou seja, confiar em Deus e com empenho trabalhar para que as coisas realmente melhorem.

Última modificação: 22:19 13-01-2008

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