Relacionamento inter-religioso
Presença Luminosa
Existe um Libertador cuja influência transcende limites ou datas humanas. Sua atuação é constante. Enquanto houver fome, desemprego, falta de teto, menores sem escola e carinho, idosos sem amparo e afeto, gente sem quem a conforte, há uma inadiável emancipação de todas as etnias ainda por fazer. Consigna a História personagens notáveis, que dignificaram a existência terrestre (...). Entretanto, ao inexorável passar do tempo, da lembrança dos povos vai esmaecendo a fama das realizações de muitos deles, somente restando os seus nomes e uma pálida recordação dos seus feitos. Um dos vultos históricos de todos os tempos e de todas as nações gloriosamente resiste. Cada vez mais fulgura a presença luminosa. Sua marca indelével firma-se na memória dos homens: “Passará o Céu, passará a Terra, mas as minhas palavras não passarão” (Lucas, 21:33). Sua vida — infância, juventude, pregação da Boa Nova, padecimentos, morte, ressurreição — não encontra paralelo na Terra: “Vós sois de baixo, Eu sou de cima; vós sois deste mundo, Eu não sou” (João, 8:23). Depois Dele, a vivência do Ser Humano nunca mais foi a mesma: “Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. Aquele que vive e em mim acredita não padecerá eternamente” (João, 11:25 e 26). Sacudiu as almas e convocou para Belém a diligência dos poderosos. A Seu respeito profetizou Simeão: “Eis que este Menino está destinado para a ruína e erguimento de muitos, e para alvo de contradições” (Lucas, 2:34). Desde a infância, manifestou o Seu elevado saber: aos 12 anos já pregava aos doutores da lei, revelando o Seu Divino conhecimento. Falava-lhes com avançada sabedoria. Deixava-os atônitos e em demorada reflexão, tamanha a sublimidade das lições que as Suas réplicas encerravam: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê Naquele que me enviou, já passou da morte para a Vida Eterna” (João, 5:24). Esse extraordinário Ser que nasceu sob a expectativa dos milênios, para O qual os Anjos da Milícia Celeste entoaram o “Glória a Deus nas Alturas e Paz na Terra aos Homens da Boa Vontade de Deus” (Lucas, 2:14); — que sacudiu os alicerces da sociedade: “Não ficará pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mateus, 24:2); — que admoestou os desatentos: “Assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente, será a Volta do Filho de Deus” (Mateus, 24:27); — que advertiu os ociosos: “O Cristo voltará na resplandecência divina, com os Seus Anjos, e então retribuirá a cada um segundo as suas obras” (Mateus, 16:27); — que fez estremecer os soberbos e desfrutáveis: “Ai de vós, porque, se hoje rides, amanhã lamentareis e chorareis” (Lucas, 6:25); — que enfrentou os pretensiosos e arrogantes do mundo: “Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entrarão primeiro que vós no Reino de Deus” (Mateus, 21:31). (...) Quereis saber o Seu nome? Jesus, o Cristo Ecumênico, ipso facto, sem resquícios de intolerância, porquanto Ele, para a redenção nossa, é Amor elevado à enésima potência, “a Claridade perene, que, vinda ao mundo, ilumina todo Homem” (João, 1:9).
José de Paiva Netto – Jornalista, radialista e escritor. paivanetto@uol.com.br
Última modificação: 10:26 18-02-2008

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