Jesus, o Profeta Divino
Jesus, o Profeta Divino
Paiva Netto Essas preleções, realizadas por mim, de outubro de 1990 a fevereiro de 1992, totalizam 449 programas. São o resultado de palestras, feitas geralmente de improviso, pela Super Rede Boa Vontade de Rádio e pela Boa Vontade TV — a TV da educação, da cultura e da cidadania solidária altruística com espiritualidade ecumênica. A seguir, contando com a atenção de todos, apresento os primeiros trechos do trabalho que intitulei Jesus, o Profeta Divino: O Apocalipse é uma revelação de Deus, por intermédio de Jesus, o Cristo Ecumênico, não de João Evangelista. João foi o repórter, o médium psicógrafo que, em êxtase, viu cenas tão extraordinárias num plano sublime — outra dimensão de espaço e tempo — que, ao tentar transpor dessa esfera de luzes o que vislumbrara para as dimensões finitas, o fez de maneira por muitos hoje considerada unicamente alegórica e/ou restrita aos tempos do Cristianismo primitivo. A verdade é que ele não pôde relatar de modo claro aquilo a que seus olhos empobrecidos pela vibração da carne se haviam desacostumado. De certa forma, essa dificuldade enfrentada pelo Evangelista Profeta enriquece a nossa vida, visto que nos provoca o raciocínio, leva-nos a clarear a mente, para que o nosso espírito possa — vendo o que João presenciou e alcançando o que por ele foi transmitido — iluminar-se das grandezas do Reino de Deus, da importância e da realização impecável de suas profecias. — “Porque Eu sou o Senhor Deus; falarei, e a palavra que Eu disser se cumprirá. Não será mais adiada; pois em vossos dias, ó casa rebelde, pronunciarei a palavra e a cumprirei, diz o Senhor” (Ezequiel, 12:25).
Atendendo à solicitação de diversos leitores, trarei, sempre que possível, extratos da série O Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração, acrescidos de alguns comentários.
Como numa prece Neste despretensioso estudo, vocês poderão notar o nosso cuidado em reunir várias citações de muitos intérpretes do Apocalipse, tendo em vista que, apesar de diferenças conceituais, a fonte de inspiração é a mesma, porque acima de tudo somos filhos de um único Pai, portanto, do mesmo amor, da mesma realidade. Razão pela qual reiterei em “Paz para o Milênio”, especialmente elaborada para a Conferência de Cúpula da Paz Mundial para o Milênio, evento promovido pelas Nações Unidas (ONU), em agosto de 2000, na sede da Organização em Nova York/EUA, pensamento meu publicado na “Folha de S.Paulo”, em 18/9/1988: — Mais fortes são os fatores que nos unem do que a irreflexão que eventualmente nos separe. Ora, este é, sem dúvida, o caminho para que possamos sentir — estando na Terra ou no Céu da Terra, porquanto os mortos não morrem — esta descrição confortadora que João, o Profeta Evangelista, faz do mundo ideal a que todos aspiramos, quaisquer que sejam as nossas etnias, religiões, ideologias, ou o que mais o seja, que devemos ler — Apocalipse de Jesus, 7:9 a 12 — como quem profere uma comovida prece:
A visão dos glorificados
— “9 Depois destas coisas olhei, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro de Deus, trajando vestiduras brancas, com palmas nas suas mãos; “10 e clamava com grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Divino Cordeiro pertence a salvação. “11 E todos os Anjos estavam de pé em derredor do trono, e dos anciãos, e dos quatro seres viventes: e ante o trono se prostraram sobre os seus rostos e adoraram a Deus, “12 dizendo: Amém. Bênção e claridade, e o louvor, e a glória, e a sabedoria, e ações de graça, e a honra, e o poder, e a fortaleza sejam ao nosso Deus pelos séculos dos séculos. Amém. (...)”.
“O bom futuro dos povos” A graduanda em Letras Aline Beatriz Sczczepaniak Portel encaminhou-me um e-mail em que comenta meu artigo “Sustentabilidade pela economia celeste”, texto originalmente escrito em 2005, mas que, diante do atual momento econômico no mundo, achei oportuno recordar. Diz ela: “Esse artigo é um verdadeiro tratado social, político e econômico para as nações, com base no amor fraterno que o Divino Mestre exemplificou em Sua vinda visível ao Planeta Terra. O mundo passa por instantes de muitas dificuldades, desafios, dúvidas, incertezas. Isso, por um lado, é bom, pois desperta também a necessidade da reflexão, da crítica aos padrões tradicionais que vêm sendo utilizados com pouco sucesso pelos seres humanos. Por isso, a sua proposta da economia celeste para a sustentabilidade espiritual, social e ambiental do planeta é de fundamental importância para a humanidade, que já reconhece o valor dos seus escritos para o bom futuro dos povos”. Grato, Aline. Nunca nos faltará, no Cristo Ecumênico, a inspiração, acompanhada do exemplo correto para as devidas soluções dos problemas da sociedade mundial. O Evangelho e o Apocalipse não podem ser esquecidos, principalmente nessas ocasiões. Deus não é uma fábula.
José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor. paivanetto@uol.com.br www.boavontade.com
enviar resposta privadaÚltima modificação: 10:08 15-10-2008

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